Mea culpa

Mais uma noite, igual a tantas  outras. Após a Via Sacra dos programas televisivos e do escrutínio da “Banca de Jornais”, do Sapo, e da leitura de artigos, de blogs que sigo, refugio-me na música. Preciso da paz, que esta me confere. E do isolamento, que nela encontro. Apercebo-me de que, no fundo, sou uma solitária. E que me esforço seriamente por isso. Auto-defesa? Instinto de preservação? Não sei precisar, nem pretendo justificar-me. Talvez seja demasiado cética e desconfiada, mas sou pouco recetiva a todas aquelas pessoas que se mostram pressurosas em nos catalogar, por um qualquer método mais ou menos idóneo, do qual saímos sempre desfavorecidos, e que, num gesto magnânimo de diva, se mostram dispostas a aceitar-nos no seu círculo de amigos, desde que clandestinos (porque não somos do mesmo nível, que horror!). Perante tal “generosa” oferta, não me consigo conter e, literalmente, deixo “estalar o verniz”. E não é bonito! Guerra aberta, cimentam-se inimizades. Os danos são irreparáveis.

Depois, há lugar à introspeção e a reconhecer as nossas falhas. E seguir em frente!

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