Quebrar ‘a loiça’

Quando nos dedicamos a algo, ou alguém, esperamos ver essa dedicação reconhecida. O que acontece quando tal não sucede? Instala-se a frustração, o desânimo, por considerarmos que demos o nosso melhor, que nos empenhámos, para acabarmos postos de lado, como lixo na sarjeta. E sentimo-nos injustiçados, revoltados com Deus e com o mundo.

Que fazer, nesta altura? Ouvimos quem está de fora dizer-nos que temos de ultrapassar ‘a coisa’, com conselhos e frases estereotipadas, ligeiramente enjoados porque lhes parece irritante ver alguém abatido, por causa do negativismo que transmitem (deve fazer-lhes mal, coitadinhos!).

Será que não entendem que AINDA não estamos preparados para ultrapassar o que quer que seja?! Que precisamos de fazer o nosso luto?! Deixem-me estar, por favor! Se não conseguem compreender que descobrimos, de forma brutal, o quão profunda é a nossa ingenuidade e o quanto dói, não digam nada nem façam nada. Deixem-me, simplesmente, em paz!

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